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Carnaval do Rio tem mega-esquema para garantir saúde dos foliões

Ao todo, 11 postos médicos vão funcionar na cidade, sendo sete no Sambódromo e quatro para atender foliões de blocos. Vigilância Sanitária reforça ações

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Em 2017, um grave acidente envolvendo um carro alegórico da escola de samba Paraíso do Tuiutiassustou milhares de pessoas que assistiam os desfiles na Marquês de Sapucaí e deixou uma pessoa morta – a radialista Elizabeth Jofre, a Liza Carioca – e quase 20 feridas, além de muitas críticas sobre o serviço de pronto atendimento. Desde então, a Prefeitura do Rio vem reforçando o esquema de atendimento médico no Sambódromo.

Para este Carnaval, um mega esquema especial está sendo montado não somente na Passarela do Samba, mas para assistir os foliões que já estão curtindo o Carnaval na cidade. Para a festa nas ruas, serão quatro postos montados nos principais corredores dos blocos. Já para o Sambódromo, serão sete unidades que funcionarão durante todas as noites de desfile da Série A, do Grupo Especial, das escolas mirins e no sábado das Campeãs.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, “os postos médicos terão toda a estrutura para dar resolutividade à maioria dos casos, além de ambulâncias à disposição para a remoção daqueles mais complexos e que precisarem ser encaminhados para hospitais”.

Todos os postos médicos, operados pela SMS, são preparados para atender as emergências, com leitos, cadeiras de hidratação e equipamentos de suporte à vida para monitoração e estabilização dos pacientes mais graves.

Além das 11 unidades pré-hospitalares, todos os hospitais, coordenações de emergência regional (CER) e unidades de pronto atendimento (UPA) municipais estão com suas equipes prontas para dar apoio aos atendimentos mais complexos, recebendo as transferências, realizadas pela Central Municipal de Regulação.

Em 2018, foram 2.435 pessoas atendidas nos postos médicos da Sapucaí, das quais apenas 88 precisaram ser removidas para hospitais da rede. Já nos postos nos circuitos de blocos de rua, foram 735 atendimentos, com 83 remoções.

As principais causas de levam os foliões a procurarem atendimento nos postos médicos durante o carnaval são intoxicação alcoólica, mal estar devido ao calor, hipertensão, entorses/luxações, cortes e trauma diversos.

Ensaios técnicos

Neste fim de semana, dias 23 e 24 de fevereiro, durante os ensaios técnicos das escolas de samba na Sapucaí, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) montará três postos médicos para atender os integrantes que precisarem de socorro. A estrutura funcionará durante todo o período de preparação das agremiações no Sambódromo.
 
Os postos médicos da SMS estão localizados nos setores 1, 8 e Apoteose e funcionarão no sábado, 23. Já na última noite de ensaios, em 24 de fevereiro, serão seis postos, os demais nos setores 2, 7 e 11.
 
A estrutura montada pela Secretaria de Saúde no Sambódromo conta com equipes formadas por médicos, enfermeiros e técnicos, além de funcionários administrativos. Os postos têm toda a estrutura necessária para atendimento com capacidade resolutiva para a maioria dos casos. Para quadros mais graves, cujos pacientes necessitem de remoção para hospitais, há ambulâncias de prontidão.
 
Na primeira noite de ensaios técnicos (10 de fevereiro), 25 pessoas foram atendidas nos postos da SMS na Marquês de Sapucaí. Duas, com quadros mais delicados, precisaram ser transferidas para hospitais da rede.

Saiba onde ficam os postos

No Sambódromo, os postos estarão localizados nos setores 1 (concentração), 2, 7, 8, 10 (Rua Salvador de Sá), 11 e Apoteose (dispersão) e funcionarão das 17h30 ao fim dos desfiles.

Ao todo, contarão com 33 leitos, sendo oito de suporte avançado; e 125 profissionais de saúde se revezando nos plantões – 50 médicos, 25 enfermeiros e 50 técnicos de enfermagem. Por dia, 15 ambulâncias avançadas (totalizando 90) estarão à disposição para remover os casos de maior gravidade para hospitais da rede.

Para o carnaval de rua, os postos serão montados nas áreas com maior concentração de público: Centro (Largo da Carioca e Praça Ana Amélia), Copacabana/Leme (Praça do Lido), Ipanema/Leblon/Lagoa (Praça Nossa Senhora da Paz).

Para as demais regiões com manifestações populares, mas menor número de pessoas, a Riotur terá planejamento específico para o suporte em saúde. Ao todo, os quatro postos da SMS terão 24 leitos, sendo quatro de suporte avançado; e 175 profissionais de saúde se revezando nos plantões – 80 médicos, 35 enfermeiros e 60 técnicos de enfermagem. Os postos contarão com um suporte de 135 ambulâncias avançadas, sendo 87 na região do Centro, 26 na de Ipanema e 22 na de Copacabana.

Os postos funcionarão nos dias de maior concentração de blocos e público em cada região. No Centro, serão 12 dias de operação (17, 23, 24, 27 e 28 de fevereiro; 1°, 2, 3, 4, 5, 9 e 10 de março). Em Copacabana/Leme, 11 dias (16, 17, 23 e 24 de fevereiro; 1°, 2, 3, 4, 5, 9 e 10 de março). Já em Ipanema/Leblon/Lagoa, 10 dias de funcionamento (16, 23 e 24 de fevereiro; 1°, 2, 3, 4, 5, 6 e 9) de março).

Ações da Vigilância Sanitária durante a folia

A Vigilância Sanitária municipal também colocou o bloco na rua, atuando na festa com um total de 115 fiscais. O trabalho da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) começou com ações de capacitação, como o curso para ambulantes nos dias 12 e 13, na sede da Rua do Lavradio, 180, na Lapa. Os técnicos fazem também inspeções e orientações em geral, realizadas previamente e durante os eventos.

A prioridade é atuar em locais com maior concentração de público, tendo como foco a prevenção dos riscos à saúde com fiscalizações específicas nos segmentos de alimentos, saúde e engenharia, e ainda com a coleta de água, alimentos e bebidas para análise laboratorial. No ano passado a Superintendência de Educação intensificou as orientações reforçando a distribuição de materiais educativos e inovou na Sapucaí com o atendimento em tempo real de denúncias sobre alimentos recebidas pela Central 1746, ação que será mantida esse ano.

Os principais pontos de atuação da Vigilância são o Sambódromo, Terreirão do Samba, Cidade do Samba e Avenida Presidente Vargas, com ações voltadas para os ambulantes credenciados no entorno do Sambódromo e Presidente Vargas. Somente nesse eixo, o órgão atuará com 55 técnicos de sexta-feira, dia 1, até terça, 5, e no sábado, 9, dia do Desfile das Campeãs.

Além da Sapucaí e adjacências, a Vigilância atuará com 60 fiscais em ações direcionadas aos blocos de rua autorizados, pontos oficiais de folia de rua e, dependendo da demanda, em clubes com bailes de carnaval. Veja os principais quesitos inspecionados pelos técnicos da Subvisa.

ALIMENTOS 

– Comércio e produção de alimentos e bebidas
– Caterings e alimentação nos camarotes
– Sedes das empresas de alimentação
– Ambulantes de alimentação
– Veículos de transporte de alimentos

SAÚDE

– Postos Médicos

– Ambulâncias

– Interesse à Saúde (cabeleireiros, manicures, maquiadores, tatuadores, massagistas)

ENGENHARIA

– Água de abastecimento
– Manejo de resíduos
– Ambientes climatizados
– Condições estruturais

ANÁLISE LABORATORIAL

– Coletas de amostras para análise laboratorial: água de abastecimento, alimentos e bebidas

EDUCAÇÃO

– Orientação à população em geral em interações reforçadas pela distribuição de panfletos e ventarolas
– Ações prévias: palestras para fornecedores e empresas; treinamentos para profissionais das empresas de saúde e alimentação; e capacitação de ambulantes

Fonte: Prefeitura do Rio, com Redação

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