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Câmara dos deputados de Brasília debateu políticas públicas para pessoas com autismo

Sugerido pela deputada Carmen Zanotto (cidadania), o seminário foi realizado nesta última quinta feira de outubro.

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Por: Rafael Laet

O Transtorno de Espectro Autista é denominado pelo Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DMS-5/2000) como um transtorno neurológico caracterizado pelo comprometimento da interação social na comunicação verbal e não verbal. Em linha gerais é alguém que possui dificuldade de socializar, ou de se inserir na sociedade sem ajuda externa.

Os desenvolvedores do evento afirmam que a falta de autonomia social destes cidadãos é o que torna inegável a necessidade de discussão das políticas públicas sobre esse tema, pois elas que irão possibilitar a inserção destes membros na sociedade.

“Esta é uma das maiores frentes parlamentares. Quem irá dizer que os autistas não são dignos, que não precisam, e que não é nossa obrigação lutar por mais direito inclusão e respeito? Quem irá dizer isso? Ninguém”, afirmou o Deputado Célio Studart, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

O evento também contou com a presença de pacientes com certo grau de autismo, que puderam participar ativamente do debate.

“Passei algum tempo sem querer sair da minha casa. Sempre no meu mundo como as pessoas falavam. Graças ao acesso a bons profissionais eu consegui mudar minha postura, consegui melhorar minha comunicação, consegui ter acesso a lugares que eu não tinha. Casei e tenho uma vida normal”, disse Nicolas Cristiano Ribeiro, autista e mestre de cerimônias do evento, no seu depoimento aos membros da câmara.

Já o pesquisador brasileiro Willian Chimura, também autista, apontou as falhas na educação brasileira para com as pessoas nessa condição e pediu a câmara mudanças na estruturação das escolas para melhor acomodar os alunos com autismo.

No momento o modelo utilizado pela secretaria de educação especial e pelo Ministério da Educação (MEC) é o de separação destes indivíduos em centros específicos. Dentre eles os centros de apoio aos deficientes visuais, e os centros de apoio de deficientes auditivos que visam conscientizar as famílias, e garantir educação de qualidade às pessoas acometidas por estas deficiências.

Nídia Regina Limeira de Sá, Diretora da Secretaria de Modalidades Especializadas de educação do Ministério da Educação (MEC), afirmou no seminário que uma nova política nacional de educação especial poderá ser aplicada ainda em neste ano. Esta política contará com novos centros de serviços de atendimento educacional especializados, desta vez focados para estudantes com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista.

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