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Autismo: o tratamento passa pela conscientização social

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Suporte profissional, familiar e por parte da sociedade ajudam autistas a terem vida mais saudável, feliz e produtiva.

Por: equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.br

Estima-se que para cada 100 crianças nascidas no mundo, uma possui Transtorno do Espectro Autista (TEA). No Brasil – país que possuí 200 milhões de habitantes – cerca de 2 milhões de pessoas nascem com essa condição. Os dados são do Center of Deseases Control and Prevention, órgão ligado ao governo dos Estados Unidos.

Em apoio aos portadores do TEA e seus familiares, A Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) lançou, em 2008, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A iniciativa tem como principal objetivo difundir informações sobre o assunto, a fim de romper preconceitos e, consequentemente, contribuir para a melhora da qualidade de vida de quem tem o transtorno.

Uma das principais orientações de especialistas, com relação ao autismo, é que o diagnostico precoce é fundamental para evolução do tratamento. Aos oito meses de vida, o bebê já pode apresentar características como: manter o olhar sempre perdido durante a amamentação ou durante tentativa de interação dos pais, demonstração de frequente inquietude, choro excessivo, rejeição aos alimentos, entre outros. Porém, o diagnóstico preciso só pode ser feito pelo médico.

Existem graus diferenciados de autismo, e é importante avaliar caso a caso. Também fundamental estimular o convívio social saudável na escola e em outros espaços públicos.

Com o suporte necessário, muitos autistas conseguem chegar a uma vida adulta de forma produtiva e satisfatória. Nesse sentido, também é necessário o apoio multidisciplinar, com psiquiatras, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, entre outros.

Integração sensorial no tratamento do autismo

No âmbito da terapia ocupacional, uma técnica muito utilizada para auxiliar crianças nessa condição é a Integração Sensorial. É o que explica a terapeuta ocupacional Aline Moraes, especialista no tratamento de crianças autistas. 

De acordo com Aline, essa técnica faz com o autista desenvolva melhor suas habilidades de interpretar e responder as sensações de maneira apropriada ao ambiente.

“As crianças com autismo, em grande maioria, apresentam o que chamamos de Transtorno no Processamento Sensorial que é uma maneira desorganizada em que o cérebro recebe as informações sensoriais advindas do ambiente, podendo ser processada de maneira diminuída ou aumentada. Alguns exemplos de como essas alterações se manifestam são: a recusa em tocar certas texturas ou tocá-las com muita insistência, colocar as mãos aos ouvidos na tentativa de “abafar” algum som ou buscar por barulhos muito alto ou peculiares”, ressalta a especialistas.

Ainda segundo a terapeuta, a dificuldade sensorial pode fazer com que a criança apresente distúrbios alimentares – repertório alimentar restrito ou comer de forma excessiva -, além de fazer com que tenham pouca reação a dor ou sintam incomodo excessivo em um simples toque. Sendo assim, o controle dos estímulos sensoriais é fundamental para à saúde do autista de modo geral

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