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Aumenta o número de mortes devido ao uso de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos

Fundação do Câncer alerta: nicotina está presente em mais alta concentração nos vaporizados. 34 mortes já foram confirmadas em 24 estados norte-americanos

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Mais de 1600 casos de lesão pulmonar associados ao uso de produtos de cigarro eletrônico, os chamados vapings, foram relatados ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), espécie de Anvisa dos EUA. O problema já foi registrado em todos os 49 estados (exceto o Alasca), no Distrito de Columbia e nas Ilhas Virgens, em fumantes de 17 a 75 anos. As últimas descobertas sugerem que os produtos que contêm tetra-hidrocanabinol (THC), particularmente aqueles obtidos nas ruas ou de outras fontes informais (amigos, familiares, traficantes), estão ligados à maioria dos casos das mortes naquele país. Os dados apontaram que cerca de 78% dos fumantes de vaporizadores relataram usar produtos contendo THC e 58% deles usam produtos contendo nicotina.

Fundação do Câncer e outras instituições que debatem as políticas públicas de controle do tabagismo alertam sobre os riscos do uso dos cigarros eletrônicos, que podem causar ainda maior dependência química, devido à alta liberação de nicotina.  Os cigarros eletrônicos funcionam aquecendo um líquido para produzir um aerossol que os usuários inalam nos pulmões. O líquido pode conter: óleos de nicotina, THC e canabinóide (CBD) e outras substâncias e aditivos. O THC é o composto psicoativo de maconha, que altera a mente. “Não existe produto de tabaco seguro. Todos os produtos de tabaco, incluindo cigarros eletrônicos, apresentam riscos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Liberar o consumo de cigarros eletrônicos ou de tabaco aquecidos não é uma saída para diminuir a dependência ao fumo”, esclarece o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr.

No Brasil

Para conquistar o consumidor jovem, os novos cigarros eletrônicos assumem um ar tecnológico, se assemelhando a pen-drives. Suas fórmulas, com aromas diferenciados funcionam como atrativos. “Até o dia de hoje, a comercialização, a importação e a propaganda dos cigarros eletrônicos permanecem proibidas no Brasil. Mas a indústria do tabaco faz pressão para isso mudar, alegando que estes similares funcionam como auxiliares àqueles que desejam parar de fumar e que são menos danosos”, esclarece Maltoni, que sinaliza que a liberação deste produto no Brasil pode fazer com que muitos jovens tenham complicações graves e até óbitos, como tem acontecido nos Estados Unidos.  

Fonte: SB Comunicação

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