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Alergias de verão: atenção às picadas de insetos

Anafilaxia está crescendo na população idosa

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Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) – Publicado em 11/12/2020

 

No calor, é comum vestirmos roupas leves e decotadas, deixando o corpo mais exposto, principalmente as crianças. Mas é bom ficar atento às picadas de insetos, que se tornam mais frequentes nesta época do ano.

No caso de picadas por pernilongos e borrachudos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço na região onde foi a lesão. Nestes casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas.

Mas há outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

A anafilaxia pode provocar urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Sintomas respiratórios também estão associados, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito. Sintomas gastrointestinais também surgem na anafilaxia, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória. Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático.

Anafilaxia no Idoso – Hoje, a microbiota faz parte da fisiopatologia das doenças e essa alteração da microbiota, juntamente com a diminuição da resposta do sistema imune, está contribuindo para o aparecimento de alergias alimentares em pessoas da terceira idade. Até então, reação alérgica a alimentos era mais frequente na infância, mas já temos alguns estudos que mostram que esse tipo de alergia e a anafilaxia, como reação, podem acometer a população idosa.

Tratamento – Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia veneno específica, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas picadas de abelhas, formigas e vespas. A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos.

O outro ponto importante a ser destacado é a adrenalina autoinjetável. É um dispositivo que contém a adrenalina, mas que ainda não é fabricado no Brasil, e o acesso é só via importação e utilizada também no pronto atendimento.

A adrenalina é o medicamento que salva vidas no tratamento emergencial da anafilaxia e, cada vez mais, as sociedades médicas e a população se mobilizam para que possamos ter um acesso maior a esse dispositivo.

 

Fonte: https://asbai.org.br/alergias-de-verao-atencao-as-picadas-de-insetos/

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