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Agentes Comunitários são fundamentais na promoção da saúde

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Por Maylaine Nierg
redacaoobservatorio@gmail.com

Desde a implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil (Constituição Federal de 1988) a ideia de saúde vem expandindo de forma gradativa. A assistência realizada na Atenção Básica é um dos principais pilares do sistema. O foco desse trabalho é a prevenção de doenças e a promoção da qualidade de vida. Nesse contexto, estão os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), profissionais responsáveis por levar assistência em saúde aos lares dos brasileiros.

O Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) foi implantado no fim da década de 1980, pelo Ministério da Saúde. Por estarem próximos tanto do Governo quanto da comunidade, os ACS são considerados interlocutores entre esses dois grupos. Eles são responsáveis por fortalecer o vínculo da população com os serviços públicos de saúde, além de coletar e levar demandas das comunidades para representantes do setor.

Os ACS na Estratégia de Saúde da Família

Peças-chave na estratégia de saúde da família, os Agentes Comunitários de Saúde fazem levantamentos familiar detalhados. Esse documento reuni informações como crianças fora da escola, jovens dependentes químicos, pessoas com doenças graves, mulheres grávidas, entre outras situações.

Não raras vezes, esses profissionais se deparam com situações como pessoas com transtornos mentais, que não são acompanhadas por especialista; crianças que são violentadas e adolescentes grávidas que ainda não iniciaram o pré-natal. Nesses casos, os agentes iniciam o trabalho intersetorial, onde são acionados profissionais de diferentes áreas, entre eles Conselhos Tutelares e CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

De acordo com o manual da Política Nacional de Atenção Básica, elaborada pelo Ministério da Saúde, entre as atribuições do Agente Comunitário de Saúde estão:

I – Trabalhar com discrição de famílias em base geográfica definida, a microárea;

II – Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados;

III – Orientar as famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis;

IV – Realizar atividades programadas e de atenção à demanda espontânea;

V – Acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade. As visitas deverão ser programadas em conjunto com a equipe, considerando os critérios de risco e vulnerabilidade de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês;

VI – Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à UBS, considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividade;

VII – Desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e agravos e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, por exemplo, combate à dengue, malária, leishmaniose, entre outras, mantendo a equipe informada, principalmente a respeito das situações de risco;

VIII – Estar em contato permanente com as famílias, desenvolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde, à prevenção das doenças e ao acompanhamento das pessoas com problemas de saúde, bem como ao acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa-Família ou de qualquer outro programa similar de transferência de renda e enfrentamento de vulnerabilidades implantado pelo governo federal, estadual e municipal, de acordo com o planejamento da equipe.

Foto: Jornal dos Agentes de Saúde

Um comentário em "Agentes Comunitários são fundamentais na promoção da saúde"

  1. Isis Breves disse:

    Excelente tema

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