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A influência da fé ao encarar uma doença

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Por Maylaine Nierg

A ciência comprova que a saúde humana é bem mais complexa do que o que, simplesmente, acontece no corpo. É consenso entre especialistas que o estado mental do indivíduo pode influenciar na cura de diversas doenças, como câncer, AVC e problemas cardíacos. Nesse conjunto de fatores que influenciam na manutenção da saúde, há outro aspecto com eficácia cada vez mais comprovada: a fé.

Historicamente, a medicina teve sua origem atrelada à religião. Grande parte dos hospitais inaugurados do Ocidente, por exemplo, eram fruto de iniciativas de organizações religiosas. Também era comum ter médicos que, simultaneamente, eram membros do Clero na igreja católica. Com o passar dos anos, alguns conceitos foram refutados, como o de que doença podia ser castigo divino, e pouco a pouco medicina e religião foram se separando.

Porém, nos últimos anos, evidências comprovaram que a crença em algo maior pode contribuir significativamente no processo de cura.

Especialistas das universidades americanas de Columbia e Yale chegaram a conclusão de que práticas de fé (oração, prece, conexão com o divino) provocam um efeito benéfico na atividade cerebral.  De acordo com os cientistas, tais práticas estão associadas a uma menor atividade na região parietal, área do cérebro vinculada a percepção de si mesmo e dos outros. Essa ação cerebral contribui para o desenvolvimento de um bem-estar emocional que pode influenciar em sua cura.

A fé na redução na mortalidade

Um estudo do Instituto Dante Pazzanense revelou que a prática de atividades religiosas pode reduzir o risco de morte em 30%. A mesma pesquisa comprovou que a fé também reduz a carga viral em pacientes com HIV, e o risco de óbito por AVC e problemas cardíacos.

Para os estudiosos, uma das explicações para isso é que a religião tende a promover maior bem-estar psicológico, o que envolve menor incidência de pensamentos negativos, comportamentos suicidas, além de influenciar no menor consumo de álcool e na adoção de um estilo de vida mais saudável.

Psiquiatria e religião

O psiquiatra e escritor Augusto Cury, em um de seus livros, explica que a bíblia comprova que Jesus anteviu propostas de cura para inúmeros transtornos que comprometem a saúde da sociedade moderna, como depressão, estresse e ansiedade. Nesse sentido, a prática da religião, por meio do conhecimento das “escrituras” faz que as pessoas tenham maior clareza sobre como lidar com esses transtornos.

Porém, Cury defende que fé e ciência precisam caminhar juntas, e que é indispensável o suporte de um especialista.

Os estudos que tentam entender a relação entre religião e saúde se multiplicam anualmente, o que comprova que ainda há muito que ser descoberto sobre essa temática.

Em todo caso, já é possível notar que sempre que a fé se evidência na ciência, ela se mostra benéfica. Então, não custa nada acrescentá-la como ingrediente para uma vida mais saudável em todos os aspectos.

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