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A campanha do dezembro vermelho

Apesar de todos os avanços tecnológicos, especialistas afirmam que ainda há muito a ser feito.

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Por: Rafael Laet

Em 1987, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU) criaram o “World AIDS Day”, data que serviria para comemorar a luta contra esta que era uma das infecções mais temidas dá época. No ano seguinte o mundo adotou este projeto, e desde então o primeiro de dezembro seria marcado como o Dia Internacional Da luta Contra a AIDS no Brasil.

20 anos após a criação do “World Aids Day” a tecnologia e qualidade do tratamento da infecção havia avançado, porém, a AIDS ainda era uma doença crônica que mais matava no mundo. Foi pensando nisso que o ministério da saúde teve sua primeira campanha do “Dezembro Vermelho”, que tinha o objetivo de expandir a conscientização populacional para todo o mês de dezembro.

O QUE É A AIDS

A AIDS é uma doença sem cura, mas que pode ser tratada com coquetéis antiaids quando diagnosticada a tempo. Ela pode ser transmitida através do contato entre fluídos corporais, seja por relações sexuais sem preservativo (camisinha), ou por compartilhamento inadequado de seringas e agulhas.

O PROBLEMA MODERNO

Dados recentes do Ministério da Saúde afirmam que cerca de 135 mil brasileiros possam estar vivendo com o HIV sem nem saber. Esta informação contrasta com o amplo acesso que a população brasileira possui ao tratamento gratuito da doença, disponível nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Isso demonstra que o problema está na falsa sensação de segurança que a nova geração tem. Diferente dos anos 80 e 90, quando a mídia cobria bastante a evolução do combate à doença, a nova geração não entende a gravidade desta infecção”, afirmou a Dra. Infectologia formada pela UFRJ Isabela Albuquerque.

A SOLUÇÃO É A PRECAUÇÃO E O DIAGNOSTICO PRECOCE

Sobre a importância da precaução, o Ministério da saúde afirma que “Na dúvida, faça o teste”. Quando a detecção e tratamento são precoces, a carga viral pode se tornar indetectável.

“Dados recentes do Departamento de Vigilância, Prevenção, e Controle de IST, Aids e das Hepatites Virais (DIHAV) afirmam que um paciente com carga viral indetectável tem risco insignificante de transmissão sexual do HIV! Imagina o quanto isso irá ajudar na autoestima do paciente, além de reduzir os índices de transmissão”, afirmou a Dra Isabela Albuquerque.

Um comentário em "A campanha do dezembro vermelho"

  1. Marcio Meirelles disse:

    Sarampo, malária, febre amarela, doenças sexualmente transmissíveis – moléstias postas sob controle com grande esforço e sacrifício – voltam, com renovada intensidade. É irônico que isso esteja ocorrendo, de certa forma, como uma consequência do sucesso obtido na sua erradicação, já que as novas gerações, por não fazerem ideia do quanto se trabalhou para controlá-las e das angústias então vividas, não parecem dar o devido valor às medidas de prevenção.

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