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5 hábitos para reduzir as chances de Alzheimer

Por: Blog Vida & Ação

Bill Gates, o poderoso dono da Microsoft, surpreendeu o mundo ao anunciar, em 13 de novembro, um aporte de 100 milhões de dólares em estudos que procuram a cura para o Alzheimer. A doença responde por cerca de 70% dos casos de demência no mundo, mas há outras causas, como a demência associada ao HIV, a problemas vasculares ou lesões. Segundo recente estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde são 50 milhões de pessoas vivendo com demência, número que deve triplicar até 2050, chegando a 152 milhões de pessoas. No Brasil já são mais de 1,1 milhão de casos, de acordo como Ministério da Saúde.

A demência afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos e é a sexta causa de morte nos Estados Unidos. Mulheres são mais afetadas que os homens.  No Brasil,  a doença já atinge 33% da população com mais de 85 anos de idade. O relatório da OMS aponta ainda que o custo anual com a condição está em torno de US$ 818 bilhões. A estimativa foi calculada levando-se em conta não só os gastos com saúde, mas também a perda de renda de doentes e cuidadores – que muitas vezes deixam o trabalho para cuidar de familiares.

De acordo com especialistas, a demência é considerada um guarda-chuva para um conjunto de condições que tem como característica comum o fato de terem perda cognitiva, falhas na memória e a progressiva dificuldade de lidar com as tarefas do cotidiano.  A indústria cinematográfica americana também já expôs no filme ‘Para sempre Alice’ o quanto a doença evolui rapidamente e o drama vivido pela família e a paciente. A película rendeu a Julianne Moore o Oscar de melhor atriz em 2015 e nos faz refletir sobre a gravidade da doença ao mostrar a perda de memória, movimentos, e o impacto dos relacionamentos da personagem.

É fato que não há cura e que os medicamentos existentes ajudam a preservar o que restou da capacidade cognitiva, porém, alguns estudos provaram que boa alimentação, exercícios físicos, e novos conhecimentos, como aprender um novo idioma, podem ser uma boa trinca para as pessoas de todo o mundo minimizarem as chances de contraírem a enfermidade. Jean Carper, jornalista americana, cita esses três hábitos em seu livro – 100 dicas simples para prevenir o Alzheimer e a perda de memória- uma coletânea de pesquisas científicas sobre o tema.

alzheimer

Estimular o cérebro retarda os sintomas

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital Geral de Massachussetts e a Escola de Medicina de Harvard, publicada no respeitado periódico Neurology, estimular o cérebro não evita o Alzheimer, mas retarda os sintomas. “Já que a moléstia não tem vacina e nem remédio, ainda, para cura, retardar o aparecimento da doença é um avanço”, destaca o neurologista André Gustavo Lima, membro da Academia Brasileira de Neurologia, do Departamento Científico de Doppler Transcraniano da Academia Brasileira de Neurologia e fundador da Associação de Neurologistas do Estado do Rio de Janeiro.

Ele explica que o Alzheimer acontece pela atrofia lenta e progressiva do cérebro, causando demência e perda da memória. É ocasionada por dois tipos de dano neuronal: acúmulo de proteína beta-amiloide e emaranhado de proteína tau no cérebro. “Sabe-se que tem influência genética, porém, não é um atestado que o indivíduo desenvolverá a doença. Práticas diárias e estilo de vida podem ajudar no combate e desenvolvimento da patologia”, destaca.

Algumas medidas podem ser adotadas para ajudar a preservar a saúde mental e diminuir o risco de a pessoa desenvolver a doença de Alzheimer. São elas: boa alimentação, dormir bem, não fumar e beber moderadamente, praticar exercícios físicos, ter uma atividade intelectual regular e diversificada, cuidar da saúde física em geral e ir ao médico regularmente.

Como identificar os sinais 

O Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção e orientação e linguagem, o que gera graves consequências para qualidade de vida dos pacientes. “Ainda existe muita falta de informação sobre o Alzheimer. Sabe-se que a doença não é consequência do envelhecimento, do endurecimento das artérias e das veias do cérebro, da falta de oxigênio do cérebro, do estresse, de trauma psicológico, depressão, retardo ou preguiça mental”, afirma o médico.

A doença manifesta-se através de uma demência progressiva, que aumenta sua gravidade com o tempo e os sintomas começam lentamente e se intensificam ao longo dos anos. É um conjunto de sintomas que provoca alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento e habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), limitando, progressivamente, a pessoa nas suas atividades diárias.

É preciso ficar atento a alguns sinais de alerta e assim que percebidos, procurar o médico. São eles: problema de memória que afete as atividades diárias; dificuldade de realizar tarefas habituais, de comunicar-se, de raciocínio, desorientação no tempo e no espaço, diminuição da capacidade de juízo e crítica, alterações frequentes de humor e de comportamento, mudanças de personalidade, perda de iniciativa de fazer as coisas e colocar coisas no lugar errado com frequência.

Não existe um diagnóstico definitivo, apenas um diagnóstico de exclusão. Vale lembrar que nem todo esquecimento é doença deAlzheimer e que muitas doenças podem ser confundidas com Alzheimer. É preciso excluir todas as outras doenças que causam o sintoma para poder ter a confirmação. Se a pessoa tem mais de 65 anos e tem problema de memória e esses esquecimentos comprometem a vida social é preciso investigar.

Um diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Os idosos devem começar a fazer exames com 65 anos para descobrir se é possuidor da doença ou não. O paciente deve fazer um acompanhamento anual, exames de sangue e imagem para ver se está com atrofia de cérebro ou alguma carência que possa ser revertida.

É preciso ficar atento a alguns sinais de alerta e assim que percebidos, procurar o médico. São eles: problema de memória que afete as atividades diárias; dificuldade de realizar tarefas habituais, de comunicar-se, de raciocínio, desorientação no tempo e no espaço, diminuição da capacidade de juízo e crítica, alterações frequentes de humor e de comportamento, mudanças de personalidade, perda de iniciativa de fazer as coisas e colocar coisas no lugar errado com frequência.

Técnicas ajudam idosos a manter memória ativa

Pensando nisso, o psicólogo Augusto Jimenez, CEO da rede Minds Idiomas, implantou neste ano novas técnicas de aprendizado nas turmas com idade avançada. “Treinamos os professores para ensinar inglês para as pessoas que têm acima de 60 anos com técnicas como dança-terapia e Mindfulness. Assim, os alunos (as) aprendem uma nova língua de forma mais orgânica e estimulam a mente. Reduzindo, dessa forma, a chance de desenvolver o Alzheimer”, explica Augusto. Para ajudar indivíduos a manter a mente ativa, mudar alguns hábitos e minimizar as chances do aparecimento precoce do Mal de Alzheimer, Jimenez cita 5 mudanças para a sua rotina:

1) Monte quebra-cabeças

Um estudo publicado na revista Archives of Neurology mostrou que quem tem o hábito de montar quebra-cabeças tem menos presença da beta-amilóide em seus cérebros, proteína responsável pelo Mal de Alzheimer.

2) Beba 2 litros de água

Essa dica parece a mais óbvia, porém, a mais difícil de manter. Quando o indivíduo atinge os 60 anos tem pouco mais de 50% de água no corpo. É preciso se hidratar e essa situação se agrava porque, mesmo desidratadas, as pessoas podem não sentir vontade de beber água. Isso acontece porque os mecanismos internos podem não funcionar muito bem e por isso é preciso incorporar o hábito. Sem líquido, as capacidades cognitivas ficam comprometidas e pode potencializar o desenvolvimento de doenças, entre elas o Alzheimer.

3) Aprenda algo novo todos os dias

A reserva cognitiva é infinita e estudos mostram que mesmo uma mente já com Alzheimer pode continuar funcionando devido aos conhecimentos adquiridos no decorrer da vida. Por isso, aprenda algo novo todos os dias. Vale cozinhar, fazer palavras cruzadas, ler e/ou aprender uma nova língua.

4) Deixe o medo de lado: faça os testes de Alzheimer

Outra dica que parece óbvia, porém, poucos praticam é ir ao médico e pedir os testes de compatibilidade da doença. O diagnóstico pode ser feito de forma simples por meio de testes não invasivos e de fácil execução. Até 18 anos antes dos primeiros sintomas é possível descobrir se vai contrair o Alzheimer. Por isso, deixar o medo de lado e se prevenir é o melhor caminho.

5) Coma peixe, verduras e beba uma taça de vinho

O ômega 3 do peixe ajuda a prevenir a doença e verduras folhosas como o espinafre e o vinho podem retardar a perda da memória. Tornar hábito o consumo desses alimentos e bebida, em porções pequenas, mas diárias, pode rejuvenescer a idade cognitiva de uma pessoa em até cinco anos. Se alimente com itens saudáveis!

Fonte: Ajugusto Gimenes (Rede Minds Idiomas) e André Gustavo Lima, com Redação

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