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33 mil brasileiros morreram em decorrência do câncer de pele em 10 anos

A chegada do verão coincide com o período de férias e, como resultado, é comum que o tempo de exposição ao sol aumente. E é aí que mora o perigo. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), entre 2008 e 2017, 33.339 pessoas morreram vítimas do câncer de pele no Brasil. Atualmente, essa é a forma mais frequente da doença, responsável por 30% dos tumores malignos diagnosticados no país. O Rio de Janeiro ocupa o 5º lugar com maior número de óbitos, 2.747.

Dados como estes devem servir de alerta, especialmente no sentido de conscientizar acerca dos cuidados relacionados à exposição aos raios ultravioletas, que devem ser incorporados na rotina. Filtro solar, roupas e óculos com proteção UV são essenciais e devem ser utilizados mesmo em dias nublados. Além disso, sempre que possível, a exposição ao sol em horários de pico deve ser evitada, dando preferência ao início da manhã e fim da tarde.

Entre as formas as quais o câncer de pele pode se apresentar, o não melanoma é o mais frequente e as chances de cura são boas, desde que seja realizado um diagnóstico precoce. Já o melanoma, responsável por 3% dos casos, é o tipo mais grave, principalmente pelo alto potencial de metástase.

É muito importante dar atenção a quaisquer sinais anormais que surjam na pele. Os “critérios A, B, C, D e E” podem ajudar dessa primeira identificação. Entenda:

A de assimetria: lesões que não possuem os lados simétricos;

B de bordas: lesões com formato irregular;

C de cores: lesões com cores difusas, podendo apresentar tons de vermelho e cinza, por exemplo;

D de diâmetro: sinais, pintas e manchas com mais de 6mm;

E de evolução: sinais que crescem ou mudam de formato com o tempo.

Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor. Qualquer sinal deve servir de alerta e diante de alguma suspeita, deve-se buscar auxílio médico imediatamente. Além disso, exames anuais junto a um dermatologista podem favorecer o diagnóstico precoce. O câncer de pele é grave e os cuidados não devem ser negligenciados.

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