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3° Fórum lota teatro para debate sobre Sistema Único de Saúde brasileiro

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Por: Equipe da redação
redacao@observatoriodesauderj.com.br

Na manhã do dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Observatório da Saúde promoveu seu 3º Fórum para compartilhar com profissionais e futuros profissionais da saúde a história e as principais diretrizes do SUS – Sistema Único de Saúde Brasileiro. O encontro aconteceu no Teatro Carlos Wenceslau, na Universidade Castelo Branco (UCB), em Realengo, e contou com a presença de mais de 200 pessoas entre estudantes, jornalistas e profissionais de diversas áreas relacionadas ao tema.

“O SUS para iniciantes”, – foi o tema debatido pelos médicos Luzia Lamosa, coordenadora na Secretaria Municipal de Saúde (SMS); Rosamélia Queiroz, assessora do Departamento de Gestão Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro; Ângelo de Souza, conselheiro do Observatório da SaúdeRJ e pela promotora pública do Ministério Público/RJ, Denise Vidal. Os mediadores do evento foram o médico Marcio Meirelles, diretor executivo do Observatório da Saúde, e a mestre em comunicação professora Alice Selles, assessora do Observatório da Saúde e diretora da UCB.

A primeira palestrante, a médica Luzia Lamosa começou enfatizando que é importante reconhecer que no Brasil o sistema público de saúde ainda não funciona da maneira como é idealizado, tanto no quesito de acesso aos tratamentos, quanto no atendimento humanizado e na aplicabilidade dos recursos. Ela explicou também que há diversos feitos e ideais positivos sobre o SUS, que acabam sendo mascarados, pelos maus exemplos. “Efetivamente o que a gente vê, não é o que a gente deseja, nem escreve e, tampouco, o que a gente fala. É uma pena que ainda seja assim.” Acrescentou Luzia Lamoza.

O médico Ângelo Souza falou sobre os aspectos da regulação do SUS e explicou que o regulador deve ter larga experiência no atendimento à saúde, para avaliar ordens de prioridade, custos, gravidades dos casos, entre outros. O médico falou também sobre a importância de pensar em prevenção. “Geralmente pensamos em saúde, apenas quando a doença acontece. E não deve ser assim. Precisamos entender que cuidar da saúde não se resume em cuidar de doença”, explica o médico.

Um dos principais assuntos abordados no evento foi a importância de se interessar pelas informações da Constituição com relação ao Sistema Único de Saúde. A promotora Denise Vidal explicou que entender esses preceitos é fundamental para o paciente que utiliza o sistema e, principalmente, para os profissionais que atuam na área.

“Eu fui formada numa geração da faculdade de Direito em que as normas da Constituição da república têm uma densidade material. Para que a gente tenha um estado social que atenda os direitos humanos, a gente tem que ter a Constituição sempre do lado da nossa cabeceira, e é ela um marco fundamental do Estado democrático“, completa Denise Vidal.

A médica Rosamélia Queiroz, representante do Departamento de Gestão Hospitalar do Estado (DGH), falou um pouco sobre como era a saúde no Brasil antes do SUS e enfatizou a relevância do programa para toda a população brasileira. Rosamélia disse também que “o Sistema Único de Saúde não é um órgão, não é uma autarquia. Ele é um modelo de políticas públicas de saúde, com ideais democráticos. Antigamente, uma pessoa que não tinha carteira de trabalho, também não tinha direito à saúde pública, a não ser em emergências. Isso foi motivo de muita discussão; até se chegar a conclusão que a saúde deveria ser direito de todos”.

Ao final das apresentações, aconteceu um debate comandado pelo médico Márcio Meirelles, que encerrou a encontro mostrando-se muito feliz em perceber o interesse da juventude em querer entender e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de saúde no Brasil.

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